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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Temperos que substituem o sal

O sal é um dos vilões mais temidos da atualidade, mas também é o menos combatido. Isso porque desde sempre nós nos acostumamos a comer tudo com uma bela pitada de sal. E se fosse só essa pitada, tudo bem! Mas, o que torna o sal um grande vilão é que ele é a principal fonte de sódio que consumimos, podendo causar aumento da pressão arterial levando a problemas mais sérios de saúde, como a hipertensão e sobrecarregar os rins. Porém, manter o sal longe do prato ou pelo menos diminuir as quantidades dele nas receitas pode ser mais fácil do que você imagina. A substituição do mineral por outros temperos naturais dá novo gostinho às preparações e ainda por cima promove uma onda de boa saúde. "Os temperos naturais ou condimentos melhoram o sabor, aroma e aparência dos alimentos preparados", explica a nutricionista Maíra Malta, da Unesp. Por isso, confira abaixo alguns temperos que te ajudam a se manter longe do sal. Alho e Cebola: Os acompanhamentos básicos de quase todos os nossos pratos fazem muito bem a nossa saúde. "O alho, por exemplo, contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose", diz a especialista. A duplinha também ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado. Sálvia: Esta erva é usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. "A sálvia é indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. Fica ótima com massas e aves", diz Maíra Malta. A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras. Manjericão: A erva já é amiga da cozinha há muito tempo. Você provavelmente já a usou diversas vezes e seu gostinho inconfundível é o toque que falta em molhos vermelhos, tortas, saladas ou no clássico molho pesto. "O manjericão, além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal." Alecrim: A planta confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. "O alecrim faz bem porque combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata." Salsa: A salsinha também já é famosa conhecida de quem cozinha. Seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois, como ensina a nutricionista, a salsa combate doenças do coração e dos rins. Pimentas: Não é só na Bahia que este condimento é popular. Há quem ame e quem não viva sem. Mas, o importante é saber que a pimenta é muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. "Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento." Coentro: Tantos as folhas como as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, alivia indigestão e tem poder calmante. Estragão: Apesar de não ser muito conhecido, pode ser facilmente encontrado nas lojas de temperos ou até em supermercados. Suas folhinhas são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestHortelã e menta: Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, a nutricionista Maíra Malta nos ensina que essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses. Com o tempo seco, o temperinho cai muito bem. Louro: Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. "Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases", ensina a nutricionista. Orégano: Não é só na pizza que o orégano é bem-vindo. Muitas pessoas evitam o tempero por considerá-lo forte demais, por isso, o segredo é colocar apenas uma pitadinha, combinada outros ingredientes. As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato. Tomilho: Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas. Por isso, além de usá-la como tempero, vale também investir na decoração do prato. Açafrão: Está faltando uma corzinha no seu prato? Invista no açafrão. Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatória que melhoram a digestão Gengibre: Bom e velho conhecido dos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos e sopas. "O gengibre tem propriedades que combatem a dor de cabeça, o enjoo e as náuseas. Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia", ensina a nutricionista da Unesp Maíra Malta.

Acelera o seu metabolismo no inverno

No inverno, nosso metabolismo acelera, pois precisa trabalhar mais para produzir mais energia e manter nosso corpo em uma temperatura estável. Porém, por conta do frio, o corpo reduz a quebra de gordura, o que dificulta a perda de peso, e além de tudo a fome aumenta, já que precisamos de mais energia. Porém, comendo os alimentos certos, é possível estimular o metabolismo e dar a ele a energia necessária para que funcione, sem ganhar peso! Apesar da prática de atividade física ser o carro-chefe para acelerar o metabolismo e gastar energia, muitas pessoas desanimam dos exercícios em dias frios. Mas o metabolismo também pode ser estimulado de diversas formas, inclusive fazendo uma das melhores coisas da vida: comer! Siga os conselhos dos especialistas e estimule o seu metabolismo para acelerar os resultados da dieta. Magnésio no cardápio O magnésio é um mineral importante que participa de quase todas as ações metabólicas. "Cerca de 300 sistemas enzimáticos dependem da presença de magnésio", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Uma alimentação deficiente em magnésio não só deixa o metabolismo mais lento, como também pode favorecer o acúmulo de gorduras e a má utilização das proteínas ingeridas. Fontes de magnésio: castanhas, folhas verde-escuras, figo, beterraba, leite e derivados.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cuidado com a depressão pós parto!

As mudanças biológicas que ocorrem com uma mulher que engravida e tem uma mulher que engravida e tem um bebê,comadas ao cansaço das noites mal dormidas e a uma predisposição a problemas psicológicos,podem desencadear a depressão pós-parto(DPP).Os sintomas do problema são bem parecidos aos da depressão tradicional.Entre ele,estão:sentimentos de inadequação familiar e social,alterações de humor,apetite,sono e concentração,falta de interesse ou de prazer em realizar atividades diárias,cansaço,sintomas hipocondríacos e pensamento de morte ou suicídio.
A preocupação obessessiva da mãe em relação ao bebê,a resposta totalmente anciosa ao choro do bebê e o medo irreal de machucá-o também podem ser sintomas da depressão pós-parto.
Falta de apoio favorece a DPP
Mulheres com a história familiar ou pessoal de depressão e que tenham tido episódios da doença possuem 50% de risco de recorrência nas próximas gestações.
Porém,os fatores de risco também incluem ausência de apoio social,em geral do pai dacrianças,humor deprimido durante a gravidez,ansiedade,apoio social insuficiente,mau relacionamento com a mãe,gravidez não desejada,dificuldade financeira ou profissional,além da própria amamentação e do número de filhos.
A DPP não é fácil de ser diagnosticada e nem sempre é detectada pelos médicos de imediato,já que os sintomas iniciais se confundem com o período de ajustamento emocional pós-parto.A escala de auto-avaliação de Depressão Pós Parto facilita o diagnóstico.
Licença médica pode ser pedida.
A depressão pós parto é tratada com psicoterapia e ou medicamentos.A principal preocupação no uso de remédios está relacionada a amamentação,Já a terapia tem resultados bastante eficazes.Se terminada a licença-maternidade a mãe ainda estiver com depressão pós parto,ela pode pedir afastamento do trabalho.Para tal,deve solicitar ao médico um relatório detalhado de sua doença,com a indicação do tempo necessário para a recuperação.
Com esses elementos,ela marca a pericia médica para beneficio por incapacidade(auxilio doença)no INSS,que pode ser agendad pelo 135,da Previdência Social.
Abraços
Euselene

10 dicas para engravidar!

Confira as orientações de especialistas em reprodução humana para você aproveitar ao máximo sua fertilidade


1 Olho na saúde O primeiro passo para usar a fertilidade a seu favor é observar se está tudo bem com o organismo. Verifique se anda sentindo algum incômodo, dores que até então não chamaram a atenção, mudanças bruscas de peso ou de humor. Comente com o médico. Sintomas como esses, por exemplo, podem indicar uma disfunção da tireoide, que compromete as chances de engravidar. Atenção também com as doenças sexualmente transmissíveis. Muitas vezes, elas passam despercebidas, não são tratadas e também podem dificultar a gravidez.

2 Acerte o passo com a natureza Saber das manhas da fecundação também a favorece. Um espermatozoide sobrevive de três a quatro dias no corpo da mulher. Mas o óvulo tem vida menor, cerca de 12 horas. Se o gameta masculino chegar ao organismo feminino antes do dia da ovulação, aumentam as chances de concepção. Aí começam os problemas, porque a ovulação, na teoria, acontece no 14o dia do ciclo menstrual, mas na prática é difícil saber o dia exato. Então, é melhor ter relações todos os dias nesse período? Não, porque a quantidade de espermatozóides diminui com a freqüência de ejaculações. É preciso encontrar um equilíbrio. Os médicos aconselham manter relações sexuais dia sim, dia não pelo menos nas duas semanas que antecedem a ovulação.

3 Aposte nas vitaminas O ácido fólico, bem como outras vitaminas encontradas em complexos específicos para gestantes, previne malformações no feto porque melhora a qualidade do óvulo e diminui a ocorrência de problemas em sua divisão celular e implantação no útero, depois de fecundado. Os suplementos, também receitados para os homens, ainda favorecem a motilidade e a qualidade dos espermatozoides, dando-lhes mais energia. Peça orientação ao médico sobre o que tomar.

4 Diminua o cigarro O ideal mesmo é parar de fumar. Nas mulheres, o cigarro pode afetar a produção de hormônios importantes para o equilíbrio do organismo, como o estrógeno. O déficit desse hormônio, por exemplo, interfere no amadurecimento dos folículos, que serão os futuros óvulos, e no desenvolvimento destes, mais tarde. Os homens que fumam podem ter espermatozóides com um menor potencial de fertilização, pois a nicotina prejudica sua morfologia.

5 Evite o álcool Tomar uma garrafa de vinho ou cinco doses de outra bebida alcoólica destilada por semana pode reduzir até 40% a chance de uma gravidez. Isso porque o álcool interfere tanto no funcionamento do ovário, desregulando o ciclo menstrual, quanto no dos testículos, que vão produzir espermatozoides de má qualidade. Sem falar no efeito negativo que pode causar no desempenho sexual.

6 Fuja das drogas Naturais ou sintéticas, como a maconha e os anabolizantes, as drogas não combinam com o desejo de engravidar. Assim como o álcool, atuam nos ovários e nos testículos, afetando a qualidade dos gametas produzidos. Os efeitos colaterais também não têm nada a ver com sexo.

7 Equilibre a balança Aqui não é somente uma questão de números, mas de vida saudável, já que um estilo desregrado de alimentação geralmente leva ao excesso de peso, que resulta na alteração da produção de hormônios sexuais importantes para a ocorrência de uma gestação. Evite frituras, gorduras e doces, e faça exercícios. Uma boa corrida a dois no parque pode até ser bem afrodisíaca...

8 Seja flexível Não acredite só no que é cientificamente comprovado. Confira também dicas populares. Uma delas: se logo depois de uma relação, a mulher continuar deitada na cama, relaxando, as chances de engravidar aumentam. Vale até tirar uma soneca. Se colocar um travesseiro no quadril para se manter mais elevada, é melhor ainda. O que não pode é levantar, ir tomar banho, etc. Pouquíssimos médicos assinam embaixo, mas não custa tentar. Mal não faz.

9 Fique zen Bem, depois de seguir as orientações anteriores, só falta relaxar. Sim, porque o estresse ou ansiedade, segundo a experiência dos médicos em consultórios, altera, sim, a fertilidade. Pense que, no mínimo, quem está estressado vira para o lado e dorme. Apele para meditações, aromaterapia. O importante é relaxar.

10 Invista nos chamegos E relaxada você estará mais propensa a criar clima de romance com o parceiro. Porque, lógico, quem quer engravidar precisa transar. Muito. Do contrário, de nada adiantou ler tudo isto.
Consultoria: Eduardo Leme Alves da Motta, diretor da clínica Huntington; Bruno
Scheffer, diretor do Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida, de Belo Horizonte;
Aqui fica algumas dicas para mulheres que tem dificuldade em engravidar!
Espero que gostem
Beijos
Euselene

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mulheres com HIV podem engravidar sem riscos!

Portadores da doença planejam o futuro e mostram que é possível ter um filho saudável.

As mulheres que têm o vírus HIV já podem engravidar, praticamente sem riscos de contaminar a criança.

“Eu passava um dia inteiro aqui, uma vez por mês, para tomar remédio na veia”, lembra Micaela Cyrino, da Rede Nacional de Jovens HIV / AIDS. “O meu pai morreu quando eu tinha um ou dois anos de idade, então eu não lembro. Mas a minha mãe morreu, também por causa do HIV, quando eu tinha seis anos de idade”.

“Gravidez é muito bom. Não achava que era assim. Estou gostando muito de ser mãe. Já me sinto mãe. Eu imagino ele correndo, indo com ele ao trabalhado, viajando. É tudo muito bom, tudo novo. Só alegria”, comemora a ativista Marta Fernandes.

Na cidade de Santos, um grupo ligado à Pastoral da Aids, da Igreja Católica, sai às ruas para orientar as pessoas sobre a importância do teste para o HIV.

“Hoje poderia se dizer que o grande desafio é informar as pessoas sobre a epidemia do HIV e orientar as pessoas para que façam o teste do HIV. Dizer para elas claramente onde podem buscar o teste na rede de saúde e dizer que o teste é gratuito e sigiloso”, conta Frei Luiz Carlos Lunardi, da Pastoral da Aids.

Faça o teste da Aids. Foi o que insistimos ao longo dessa série. Insistimos porque a Aids leva de oito a dez anos para aparecer. Mas, quando se manifesta, você já corre o risco de morte. Quanto mais cedo você descobrir que tem o vírus, melhor. Muito melhor. Se você tem a intenção de engravidar, faça o teste antes. Se já estiver grávida, então, nem se fala. Mesmo que o seu marido seja um santo. É um exame pré-natal obrigatório. Você não vai querer transmitir o vírus da Aids para o seu filho, vai?

Redenção, no sul do Pará, é uma cidade de 75 mil habitantes. Lá, vivem os ativistas Marta Fernandes e Greicio Lyra. Catorze anos atrás, Greicio caiu doente com tuberculose. Ao ser internado, descobriu que, na verdade, estava com Aids em estágio avançado. Meses depois, chegou o diagnóstico de Marta, também positivo.

“Eu matei o sonho de ser mãe naquela época. Depois eu comecei a ver que poderia reviver esse sonho. E ano passado decidi ter um filho. Era um sonho nosso que decidimos realizar”, diz. “Tomamos muito tempo para tomar essa decisão. Porque é difícil quando você tem uma doença crônica. É difícil lidar com o preconceito. Foi um processo meio longo.”

“É difícil estipular há quanto tempo sou soropositivo. Para mim, eu sempre soube. Eu não gostava de ficar internada, mas sempre gostei das pessoas do hospital. A gente encontrava com outras crianças. Conheço a doutora Marinella e equipe desde que me trato aqui”, diz Micaela Cyrino.

“Na realidade, ela chegou em um período em que a gente não tinha muita coisa para fazer. Sempre teve uma evolução muito boa, então conseguiu alcançar essa época de tratamento”, conta a infectologista Marinella Della Negra.

Drauzio Varella : À medida que você foi crescendo, tomando uma consciência melhor das suas limitações, de que você dependia de tratamento, teve algum momento em que você notou uma diferença?
Micaela Cyrino: Minhas amigas da escola falavam: “Minha mãe falou que era para eu não brincar com você, porque você tem HIV”. Foi bem pesado para mim quando eu vi que meus amigos começaram a morrer porque não tomavam o remédio. Aí eu senti a doença.
Drauzio Varella: Como você lidou com isso? Você era criança, uma menina.
Micaela Cyrino: Eu comecei a não falar mais sobre o HIV. Eu me fechei um pouco.

Micaela é um símbolo da luta contra a Aids. Adquiriu o vírus no nascimento. Não conheceu o pai e a mãe morreu quando ela era muito pequena. No passado, a transmissão vertical, isto é, da mãe para o bebê, ocorria em mais de 20% dos casos.

“Eu continuei com o mesmo tratamento que eu já estava fazendo. Não parei em nenhum momento. Os médicos têm me orientado a continuar tomando o remédio, tomar no parto também. E o bebê tomar o xarope até 43 dias. E não amamentar. As chances de o beber nascer sadio são de 99%. Vale a pena correr esse risco. E como vale a pena”, conta Marta.

O tratamento da Marta é simples. Ela toma três remédios. De manhã, toma o branquinho. Ela só conseguiu fazer um esquema simples como esse porque descobriu cedo que tinha o HIV. Dessa forma, ela consegue manter a carga viral muito baixa, de modo que ela possa engravidar. Vai nascer um filho sem o vírus da Aids.

“A gente ainda não sabe o sexo do bebê. Se for mulher, vai se chamar Ester. Estou torcendo”, ri Marta.

Rodrigo Arantes, médico da Sae Redenção, pergunta a Marta se ela está tomando o antirretroviral de forma correta. Ela diz que sim. Ele começa a examiná-la.

A mulher que toma os remédios antiHIV durante a gravidez e na hora do parto, o risco de transmitir o vírus para o bebê é próximo de zero. Infelizmente, muitas mulheres dão à luz sem sequer ter feito o teste. Ou porque não faz o pré-natal, ou porque os médicos deixam de pedir o exame. Como conseqüência, em diversas regiões do Brasil, os índices de transmissão materno-fetal continuam vergonhosamente altos.

“A Aids no Brasil não está controlada. A gente ainda tem a transmissão do vírus em uma freqüência significativa. Nós projetamos um número de pessoas que foram infectadas pelo vírus do HIV menor do que era projetado duas décadas atrás. Nós temos a disponibilidade do tratamento com antirretrovirais para todos os brasileiros que precisam. Agora, ainda temos dez mil mortes por ano. Nós ainda temos pessoas que padecem em hospitais. Ainda temos uma tarefa muito grande para fazer. Ainda temos uma luta muito grande pela frente”, explica o infectologista Esper Kallás.

Na preparação da série, passamos cinco meses à procura de uma grávida com HIV positivo disposta a mostrar o rosto na televisão. No Brasil inteiro, Marta foi a única que aceitou. Assim como ela, todos os personagens da série são ativistas que participam de organizações envolvidas no combate à Aids. Pessoas acostumadas a assumir a sua condição em público. Isso quer dizer o quê? Que os portadores do HIV ainda têm muito medo da reação da sociedade. Até quando seremos tão maldosos e ignorantes?

“Boa tarde a todos. Para quem ainda não me conhece, o meu nome é Silmara. Eu sou autora e coordenadora do projeto Blablablá Positivo. Aids é uma doença que surgiu nos Estados Unidos no início dos anos 1980. Ela é causada por um vírus matador. Pelo mundo, atualmente, somos, ao todo, 40 milhões de pessoas infectadas. Eu faço parte dessa estatística”, explica Silmara Retti a um grupo de pessoas. “Acho que o tratamento da Aids não é só ir ao médico e tomar o seu medicamento. É uma adesão à vida.”

“O HIV não faz parte daquilo que diminui o meu futuro”, declara o profssor Samir Amim.

“A gente ficou tão feliz de ter o remédio, de estar bem de saúde, que ninguém pensou que a cura é possível”, diz a ativista Nair Brito.

“Traz a esperança de novos planos, de uma nova vida, de uma vida diferente daquela que a gente projeta depois de receber o diagnóstico”, conta Mara Moreira, da ONG Pela Vida.

“Um conselho que eu daria para um jovem caminhoneiro é: use camisinha. Não tem outro meio”, recomenda o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis.

“Sonho em casar e ter filhos. Três no mínimo. Eu quero. Estou lutando para que isso aconteça em mundo com menos preconceito”, conclui Micaela.

No consultório, o médico examina Marta, que fica emocionada. “Aqui nós vamos ver a posição do bebê. Essa bolinha é o crânio, e junto estou vendo a coluna dele”, mostra. “É difícil falar com 100% de certeza, mas isso é sinal de que é uma mulherzinha”. Marta vibra e ri.




Dr. Drauzio esclarece dúvidas sobre formas de contágio da Aids
Trinta anos após o surgimento da doença, a falta de informação e o preconceito ainda são os maiores obstáculos à prevenção do HIV

Em São Paulo, funcionava o maior presídio da América Latina, o Carandiru. Mais de sete mil homens. Ali, durante 13 anos, o Dr. Drauzio Varella acompanhou doentes com AIDS: 17% dos detentos eram portadores do HIV.

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A cocaína injetada na veia era a droga da moda. Seringas e agulhas passavam de mão em mão. Sem acesso à camisinha, nas visitas íntimas, os presos infectados transmitiam o vírus para suas mulheres. O cenário era desolador, dentro e fora da cadeia.

O primeiro caso de Aids no Brasil foi diagnosticado em 1982. A partir deste ano, o número de mortes começou a subir assustadoramente. Os primeiros pacientes nem sabiam que o HIV existia. De repente, caíam doentes, com infecções que se repetiam uma depois da outra até a morte.

“Nós infectologistas sempre tivemos a possibilidade de tratar e curar pessoas. De repente, uma geração toda morreu nas nossas barbas. Nós não tínhamos medicamentos, estávamos aprendendo a tratar as infecções e foram perdas que causaram um desgaste emocional e pessoal muito grande para cada um de nós. Acho que todos nós deixamos de ser onipotentes”, admite o Dr. David Uip.

“Quando eu me infectei, há 18 anos, a gente ficava só esperando o dia de morrer. A gente só falava ‘Quando é que vai ser a minha vez?’ .Tanto que nós tínhamos um grupo de teatro para falar sobre o preconceito que a gente vivia e como isso nos matava mais rápido. Aí, o grupo de teatro acabou porque todos morreram”, relata a ativista Nair Britto.

Até a metade dos anos 1990, o preconceito contra a Aids e o alto custo do tratamento tornavam a vida dos doentes muito difícil. A situação só melhorou quando os portadores do vírus decidiram se organizar, mostrar o rosto e exigir que o estado garantisse o acesso aos medicamentos mais modernos.

“Eu fui parar em uma conferência no Canadá. Uma conferencia de Aids, internacional. E lá eu descobri que tinha remédio, que a gente podia tomar e viver mais. Aí, quando cheguei aqui no Brasil, em 1996, eu entrei na Justiça e consegui que um juiz percebesse a importância de eu ter esse acesso e concedeu uma liminar. Foi a primeira liminar que concedeu medicamento para Aids a uma pessoa”, conta Nair.

Nair estava desesperançada e lutar por estes direitos foi a forma que encontrou para seguir vivendo. Graças à ação de pessoas como ela, no Brasil, milhares de vidas foram salvas.

“Outras pessoas também foram buscar na Justiça esse direito, acabou que houve uma avalanche de ações e aí virou política universal de acesso a todo mundo. Acho que a força desta conquista foi tão grande que eu acabei vivendo”, se orgulha a ativista.

O programa brasileiro de combate a Aids reduziu muito o número de mortes. Em 1997, foi criada uma lei que garante o acesso de todos os brasileiros aos medicamentos contra o vírus.

O Brasil enfrentou a resistência de países como Alemanha, Suíça e EUA, onde estão os maiores laboratórios do mundo, mas conseguiu aprovar a declaração que permite a quebra de patentes de remédios para proteger a saúde pública, combater epidemias de doenças como Aids, tuberculose e malária e garantir que a população tenha acesso a medicamentos essenciais.

As políticas públicas brasileiras servem de exemplo para o mundo inteiro, mas, infelizmente, o preconceito da sociedade ainda persiste. A carioca Mara, evangélica, casou virgem aos 18 anos e foi infectada nas primeiras relações com o marido.

“Foi difícil entender como seria minha vida daquele momento em diante e fiquei sete anos sozinha, achando que era aquilo que Deus queria para minha vida. Então, já que Ele tinha levado meu primeiro esposo, eu achava que ia ser essa a realidade para minha vida daquele momento em diante. Aí eu conheci o Evandro através de torpedos, uma brincadeira em um site de relacionamento, onde a gente trocava mensagens, mais de 100 mensagens por dia. Ficamos longos três meses nos conhecendo através de torpedos. No nosso quinto encontro, eu falei para ele que eu era soropositiva porque eu tinha me infectado no meu primeiro casamento. No dia seguinte ao encontro, ele não mandou nenhum torpedo até 17h. Eu fiquei desesperada, eu falei : ‘nossa, eu acho que ele pensa que pega Aids através de torpedo, só pode ser’”, lembra Mara.

“Às 17h, eu tomei coragem, telefonei e perguntei por que ele não tinha mandado um torpedo, que se ele não quisesse ser meu amigo, eu ia entender. Ele disse: ‘não, Mara, eu estou trabalhando muito, eu estou no meu plantão. Daqui a pouco eu te mando uma mensagem’. E eu fiquei na expectativa de qual seria aquela mensagem”, conta.

“Em um primeiro momento, eu tomei um choque, fui educado ao falar, mas me choquei sim”, reconhece Evandro Trajano da Silva, companheiro de Mara.

O HIV não é transmitido pelo aperto de mão, pelo beijo ou por contato com objetos pessoais, como toalhas, talheres ou copos. Nem quando uma gota de sangue infectado cai sobre a pele íntegra.

“É obvio que a gente ainda vai ter desigualdade e preconceito, mas eu acho que hoje está todo mundo parando, nem que seja um pouquinho, para pensar sobre isso e eu acho que a gente vai construindo uma sociedade melhor, um mundo melhor. Essa é a minha visão de presente. E a minha visão de futuro é a cura. E a cura não só do vírus, mas a cura mesmo dessa ideia de exclusão, que eu acho que é a que dói mais”, afirma Nair Brito.

“Depois de muita reflexão eu pensei e vi que não tinha nada a ver, que eu poderia sim ter um relacionamento com ela, independentemente de ela ser soropositivo ou não”, relata Evandro.

“E às 18h, quando ele saiu do plantão, ele mandou uma mensagem que dizia o seguinte: ‘Mara, não é porque eu descobri que a rosa tem espinhos que eu vou deixar de admirar sua beleza e o seu perfume’”, conta Mara.

Pessaol está matéria foi exibida no Fantástcio do dia 30/01 e achei muito interessante,muitos podem não ter visto a matéria então segue ela na integra para que todos saibam mais ainda sobre a doença,e lógico não podemos deixar de nos proteger porque essa doença leva a óbito e precisamos ter consiceência de tudo que ela nos causa,mas Deus em sua infinita bondade esta ajudando os médicos a descobrirem formas de minimizar esse virus!E assim ajudam as mulheres portadoras a não transmitirem o vírus aos seus filhos!
Beijos
Euselene

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cancêr de Mama!

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Consulte a publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008.


Sintomas
Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.


Fatores de Risco
História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.
Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.
A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.


Detecção Precoce
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

O Exame Clínico das Mamas (ECM)
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.
A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.
A Mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).
É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.
O Auto-Exame das Mamas
O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
As Recomendações do Instituto Nacional de Câncer
Em Novembro de 2003, foi realizada a "Oficina de Trabalho para Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", organizada pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer e da Área Técnica da Saúde da Mulher, com o apoios das Sociedades Científicas afins e participação de gestores estaduais, ONG's e OG's.
A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004, que contém as principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil. Confira as novas recomendações em Publicações.



Cuidem se mulheres essa doença é séria!
Euselene

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Menstruação!

Menstruação o inicio de tudo

Menstruação é o fenômeno fisiológico do período fértil da mulher, que ocorre caso não se dê a fecundação do ovócito II, permitindo a eliminação periódica através da vagina, do endométrio uterino (ou mucosa uterina). Neste processo dá-se o rompimento de alguns vasos sanguíneos o que leva a que ocorra também uma “pequena” hemorragia. O óvulo não é eliminado juntamente com o endométrio, ele permanece na tuba uterina e se degenera após um tempo se esse não for fecundado. Em condições normais e não havendo nada que impeça os ciclos femininos, este fenómeno ocorre em média de 28 em 28 dias e tem uma duração de entre 3 a 5 dias.
A menarca (primeira menstruação) geralmente acontece por volta dos doze anos de idade, mas pode variar entre os nove e dezesseis anos.

Ovogênese
A ovogênese está ligada, como qualquer outro fenómeno metabólico, ao acionamento de hormônios ou hormonas, mediante o comando do complexo hipotálamo-hipófise. Se a mulher for perturbada emocionalmente, poderia ter prejuízo em sua fertilidade. Podemos citar as seguinte fases do processo:
Multiplicação
Ocorre no começo da ovogênese, que se dá ainda durante a vida intra-uterina, por mitose, (processo pelo qual uma célula da origem a outras com o mesmo material genético) as células germinativas multiplicam-se, formando outras idênticas, chamadas ovogônias ou oogónias.
Maturação
O que se pretende nesta fase é que por meiose se dê origem a uma célula haplóide contendo praticamente todo o citoplasma criado durante a fase de crescimento. Esta fase é interrompida no seu início por volta do nascimento da bebe, durante a prófase I, no diplóteno, sendo a tal interrupção chamada de dictióteno, e volta a ser retomada de uma forma cíclica a partir da puberdade até à menopausa.
No entanto a meiose (e em consequência a maturação) só será concluída se o oócito II em metafase II for fecundado por um espermatozóide, no final da qual vai ocorrer uma citocinese desigual pois vai ser originada uma célula grande, o Óvulo (gâmeta) e uma muito menor, o 2º glóbulo polar (ou 2º corpúsculo polar) que vai degenerar. .
Ciclo sexual, ciclo menstrual ou ciclo éstrico
O ciclo menstrual inicia-se no primeiro dia da menstruação, na sua primeira fase ocorre uma produção exclusiva de estrogênio pelo ovário e, logo após a ovulação, tem início a fase de produção de progesterona, conhecida também como fase lútea. Esta fase do ciclo é fixa e a ovulação ocorre cerca de 14 dias antes do início da próxima menstruação.
O tempo de sobrevida do óvulo dentro das trompas, após a ovulação, não é bem definido, mas parece estar entre 12 e 24 horas. Já os espermatozóides parecem ter uma sobrevida maior, variando de 24 até 96 horas. Por isso os dias férteis começam antes mesmo da ovulação.
Ciclo ovárico
Até à puberdade existem no ovário estruturas constituídas pelo Ovócito I imaturo envolvido por células foliculares a que se dá o nome de folículos primordiais. Alguns destes folículos e de uma forma cíclica a partir da puberdade até à menopausa vão reiniciar o seu desenvolvimento. Cada ciclo ovárico vai ter as seguintes fases:
Fase folicular – Alguns dos Folículos Primordiais reiniciam o seu desenvolvimento, mas normalmente apenas um o completa, degenerando os restantes. O folículo em desenvolvimento sofre várias transformações: O Oócito I que se encontra em Profase I vai completar o crescimento, ao mesmo tempo as células foliculares multiplicam-se e originam a Zona Granulosa, estas células são produtoras de hormonas (estrogénios) para além de nutrirem o Oócito I. Em torno do Oócito I forma-se um revestimento glicoproteico a que se dá o nome de Zona Pelúcida. Com a evolução dos folículos forma-se uma cavidade cheia de líquido entre as células foliculares. Tendo terminado o crescimento o Oócito I em Profase I completa a divisão I da Meiose após a Citocinese desigual forma-se o Oócito II e o 1º Glóbulo Polar. O Oócito II ainda inicia a Divisão II da Meiose mas fica bloqueado na Metafase II. Por esta altura o folículo completou o desenvolvimento e denomina-se Folículo Maduro ou Folículo de Graaf. Todo este processo demora em média 14 dias.
Ovulação – O oócito II em metáfase II rodeado pela zona pelúcida e por algumas células foliculares é libertado da cavidade folicular para fora do ovário, sendo recolhido pelo pavilhão da trompa de Falópio.
Fase luteínica – Após a ovulação, cicatriza a parede do ovário e ocorre o pregueamento da parede do folículo. As células foliculares aumentam então de volume e secretam um pigmento amarelo, a luteína que lhes dá uma cor amarela, formando-se deste modo o Corpo Amarelo ou Corpo Lúteo. Caso não ocorra fecundação essa estrutura se degenera em, aproximadamente, 14 dias.
Ciclo uterino
O endométrio, sendo a estrutura onde o embrião se deve fixar a fim de completar o seu desenvolvimento, é então uma estrutura que sofre importantes modificações. Ocorre então:
Fase menstrual (Início da fase folicular do ciclo ovárico) – em que ocorre a descamação da maior parte do Endométrio, que como é um tecido muito vascularizado, vai apresentar algumas hemorragias por rompimento destes vasos sanguíneos. Sendo os fragmentos do Endométrio e algum sangue eliminados através da vagina para o exterior, originando o Fluxo Menstrual (chamado muitas vezes erroneamente de sangue).
Fase proliferativa – terminada a eliminação do tecido velho, as células do Endométrio que restaram voltam a multiplicar-se promovendo a sua regeneração. Neste tecido em formação formam-se glândulas tubulares e restabelece-se a rede de vasos sanguíneos.
Fase secretora – a espessura do Endométrio atinge um aumento tal que as suas glândulas vão terminar o desenvolvimento, tornando-se mais sinuosas e ramificadas, começando a segregar glicogénio e muco. Ficando o útero preparado para uma possível Nidação, caso tal não aconteça, reinicia-se o ciclo.
Regulação hormonal na mulher
A GnRH produzida pelo Hipotálamo vai estimular a produção de FSH e algum LH pela Hipófise. Estas hormonas que têm como órgão alvo os ovários, vão estimular neste a Fase Folicular e por consequência a produção de estrogénios (produzidos pelas células foliculares e pela teca interna e mais tarde pelo corpo amarelo, o seu principal órgão alvo é o útero). Estes Estrogénios vão actuar no útero estimulando a Fase Proliferativa em que vai ocorrer o espessamento do Endométrio juntamente com o desenvolvimento das glândulas tubulares e vasos sanguíneos.
Durante a Fase Folicular, a concentração de estrogénios vai ser mantida mais ou menos constante graças a um processo de Retroacção Negativa ou Feed-Back Negativo. Neste processo, o aumento de estrogénios inibe a produção de GnRH e por sua vez de FSH. Baixando a concentração desta hormona, diminui a produção de Estrogénios, que por sua vez ao baixar a sua concentração no sangue vai estimular a produção de GnRH que estimula a produção de FSH, levando de novo ao aumento da produção de Estrogénios, e assim sucessivamente. Até que por volta do final da fase folicular um aumento brusco dos Estrogénios vai provocar uma Retroacção Positiva ou Feed-Back Positivo, a tal ponto que vai estimular ainda mais o Hipotálamo a produzir GnRH que por consequência estimula mais a produção de FSH e muito especialmente de LH que vão desencadear no ovário a ovulação (+/- 14º dia do ciclo). A grande concentração de LH estimula a passagem do folículo a corpo amarelo (Fase Luteínica) e para além da produção de Estrogénios passa também a produzir-se Progesterona (produzida pelo corpo amarelo tem também como seu principal órgão alvo o útero). Esta hormona para além de continuar a estimular o espessamento do Endométrio vai estimular a secreção das glândulas do Endométrio, Fase Secretora.
O aumento da concentração de Progesterona e Estrogénios vai inibir a produção de GnRH pelo Hipotálamo (feed-back negativo) que vai inibir a produção de FSH e LH; deixando esta última hormona de ser produzida, o corpo amarelo regride começando a degenerar e inibe-se a produção de Estrogénios e Progesterona. Sem estas hormonas, o Endométrio deixa de ser estimulado e por consequência diminui o fornecimento de nutrientes às suas células por contracção dos seus vasos sanguíneos. As células do Endométrio morrem o que leva à destruição parcial do Endométrio, Fase Menstrual.
Caso ocorra fecundação e por sua vez gravidez, o ciclo menstrual é interrompido, pois células do embrião produzem um hormônio (HCG) que impede que o corpo amarelo se degenere e o Endométrio por consequência é mantido.
Há que ter em conta que tal como no homem o Hipotálamo não é só regulado por via hormonal mas também o é a nível nervoso, de tal modo que qualquer alteração a esse nível pode alterar por consequência também o ciclo menstrual.
Gravidez psicológica ou Pseudociese
Como o ciclo menstrual está intimamente ligado ao hipotálamo (o centro das emoções) um abalo psicológico ou alteração psiquiátrica poderia desencadear um desequilíbrio do ciclo menstrual, levando ao atraso menstrual. Iniciando uma falsa gravidez com todos os sintomas de enjôos, dor nas mamas e aumento do abdome. O tratamento indicado é psicoterapia e, se necessário, intervenção psiquiátrica.
Menstruação e Cultura
Em diversas culturas tribais a origem da menstruação é explicada por mitos e lendas. Essas explicações culturais para esse fenômeno fisiológico são expressas em diversos comportamentos individuais e grupais, que incluem: atividades de caça e pesca de animais e peixes específicos, tabus alimentares, restrições de prática sexual e proibições de participação em atividades domésticas e religiosas.
O grupo indígena Karajá que habita a bacia do rio Araguaia possui uma lenda bastante curiosa que associa o ciclo menstrual à piranha vermelha. Segundo a lenda Karajá, a menstruação ocorre quando esse peixe agressivo se agita no útero da mulher.

Câncer no colo do útero!

Este é o terceiro câncer que mais mata no Brasil. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.


FATORES DE RISCO
São vários os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero:
• Fatores sociais (baixa condição sócio-econômica)
• Hábitos de vida 
(má higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais)
• Atividade sexual antes dos 18 anos
• Gravidez antes dos 18 anos
• Vício de fumar (diretamente relacionado ao número de cigarros)
• Infecção por Vírus Papilomavírus Humano (HPV) 
e o Herpesvírus Tipo II (HSV)
• Muitos parceiros sexuais



O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 94% dos casos de câncer do colo do útero. 
Todas as mulheres, com vida sexual ativa, devem se submeter ao exame preventivo periódico, inclusive as grávidas e histerectomizadas. 
A princípio o exame deve ser feito a cada ano, seguindo posteriormente orientação médica conforme achados.
EXAME PREVENTIVO
O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como a exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz. Ele consiste na coleta de material para exame de três locais: da parte externa do colo (ectocérvice), da parte interna do colo (endocérvice) e do fundo do saco posterior da vagina. Para grávidas se evita a coleta da endocérvice, para não estimular contrações uterinas. A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, não usar duchas, medicamentos vaginais ou anticoncepcionais locais nos três dias anteriores ao exame. O exame não é realizado durante o período menstrual, exceto se for um período menstrual prolongado, além do habitual. A colposcopia permite examinar com mais detalhes o colo uterino, devendo ser realizada a cada 3-5 anos, dependendo dos achados e indicação médica.
SINTOMAS
O câncer do colo do útero só dará sintomas (sangramento e dor às relações sexuais) em fase já adiantada.
O câncer de colo de útero tem 100% de cura 
quando diagnosticado precocemente.
INFECÇÃO POR HPV NO COLO DE ÚTERO
Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?

Não apresenta sintomas até atingir nível mais avançado, a partir daí existe corrimento avermelhado com consistência aquosa e sangramento durante relação sexual.

Qual é a relação entre HPV e câncer do colo do útero?

O HPV é o responsável pelo câncer do colo do útero, podemos dizer que praticamente 100% dos cânceres do colo do útero contêm HPV .

Então se tenho HPV necessariamente irei desenvolver câncer do colo do útero?

Isto não é verdade, a maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entra em contato com o HPV e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença. Outros terão uma infecção transitória com duração média de 12 a 18 meses e menos de 1% corre o risco de ter câncer do colo do útero.
Além do HPV , são necessários outros co-fatores para, por exemplo, predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. A infecção pelo HPV não se transforma em câncer do colo do útero de um dia para outro, por isso não existe motivo para desespero e angústia. Quando o HPV causa lesão no colo do útero, esta lesão passa por três etapas antes de se transformar em câncer. Os médicos costumam chamar estas etapas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1, 2 e 3. O tratamento nestas etapas cura completamente a doença e impede a progressão para câncer, além de não interferir na capacidade de ter filhos da mulher.

Quais são os sintomas da infecção pelo HPV ou da NIC (neoplasia intra-epitelial cervical)?

A infecção pelo HPV ou NIC geralmente não apresenta sintomas, algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais e outras lesões na vulva, vagina, colo do útero e ânus que se não tratadas podem evoluir para câncer do colo do útero. Estas lesões são diagnosticadas pelo Papanicolaou e através de exames chamados colposcopia, vulvoscopia e anuscopia.

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável , mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

Como posso prevenir o câncer do colo do útero?

Realizando Papanicolaou e colposcopia regularmente. O Papanicolaou detecta a presença de lesões em até 80% das vezes que ela está presente. Se houver associação do Papanicolaou com a colposcopia a detecção da lesão ocorrerá em praticamente 100% das vezes.

O que é Papanicolau?
bém chamado pelos médicos de esfregaço cérvico-vaginal. O colo do útero é raspado com uma espátula e o material coletado (células) é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é lido por um médico citologista.

O laudo citológico pode ser fornecido utilizando várias nomenclaturas, veja o significado:
Classificação Interpretação Orientação
Papanicolaou Sistema de Bethesda
Classe I Negativo para células neoplásicas ou negativas para malignidade NORMAL Repetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico
Classe II Inflamatório NORMAL, pode ter sido colhido na 2a fase do ciclo ou pode existir alguma inflamação tipo corrimento Repetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico e tratar inflamação se necessário.
Atipia celular escamosa ASCUS Leve suspeita de alteração Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Atipia celular glandular AGUS - células glandulares atípicas Suspeita de alteração Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia. Se a mulher não menstruar mais, é necessário investigação do revestimento de dentro do útero (endométrio).
Classe III LSIL - lesão intra-epitelial de baixo grau ALTERADO Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe III HSIL - lesão intra-epitelial de alto grau ALTERADO Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IV HSIL - lesão de alto grau ALTERADO Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe V Suspeita de câncer ALTERADO Necessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

O que é Colposcopia?

É um aparelho de aumento que permite identificar com precisão o local e a extensão da doença. Além de mostrar o local mais adequado para realizar a biópsia, permite guiar o tratamento através de cirurgia.

Qual é o melhor exame o Papanicolaou ou a Colposcopia?

Os dois exames são complementares, eles não competem entre si. O Papanicolaou é um método de rastreamento, identifica a alteração, porém não diz onde ela está (em outras palavras, é como o telefone fixo que toca, mas não consegue identificar a chamada). A colposcopia é mais precisa, ela localiza a lesão (é como se fosse um bina de telefone, identificando o local da chamada).

O que são métodos de biologia molecular (captura híbrida, hibridização molecular)?

São métodos que pesquisam se existe material genético do HPV dentro das células do organismo humano. A positividade destes testes quer dizer que o organismo entrou em contato com o HPV , mas não consegue predizer quem irá desenvolver lesões. A captura híbrida é o teste mais utilizado na prática clínica e permite identificar dois grupos de vírus (de baixo e alto risco oncogênico) e a carga viral.

Existe tratamento para quem tem infecção pelo HPV, mas não tem lesões identificadas no Papanicolaou e na Colposcopia?

O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como as verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero. A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no Papanicolaou e Colposcopia, não precisa ser tratada e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos chamar que o vírus "adormece" dentro da célula não existindo replicação viral). Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 10 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Mesmo após realizar tratamento das lesões induzidas pelo HPV (verrugas genitais e lesões do colo, vagina e vulva), os testes de biologia molecular continuam positivos?
Mesmo após a "cura" das lesões que o médico tratou, os testes de biologia molecular (hibridização molecular e captura híbrida) ainda ficarão positivos até o organismo eliminar totalmente o vírus, o que demora de 8 a 24 meses. Por isso não adianta ficar ansiosa e realizar exames muito frequentes, recomendam-se exames semestrais/anuais para controle após cura da doença clínica (verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero).

Quem tem infecção pelo HPV pode engravidar?

A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe maiores problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento. 

Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo.

Quem tem infecção pelo HPV, verrugas genitais ou NIC, pode amamentar?

Para que ocorra a transmissão do HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do pênis na vagina que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). Assim, se os seios da mãe não tem nenhuma lesão por HPV não existe nenhum risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.

Quem tem neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) poderá preservar o útero e ter filhos no futuro?

Hoje, existe uma técnica cirúrgica, chamada de cirurgia de alta frequência, que é realizada com ajuda do colposcópio e retira apenas a lesão, preservando o tecido do útero sadio. Assim, a capacidade de engravidar não fica comprometida.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1?

Tudo dependerá do tamanho da lesão identificada através da colposcopia. Alguns casos necessitarão cauterização, outros apenas controle semestral com citologia e colposcopia, e outra pequena cirurgia local.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 2 e 3?

Também depende do tamanho da lesão. A grande maioria das mulheres se beneficiará da técnica de cirurgia de alta frequência, onde se preserva o tecido sadio do útero, permitindo futuras gestações.

Existe alguma novidade no tratamento da NIC grau 2 e 3?

Os estudos continuam avançando, existem vacinas sendo testadas em cobaias animais. O tratamento mais moderno é cirurgia de alta frequência guiada pela colposcopia.

O que é ferida do colo do útero?

É um termo leigo, e não quer dizer realmente que existe uma ferida. É uma situação muito comum em mulheres jovens e após o parto, e está associada a picos hormonais. Os médicos chamam esta situação de ectopia. Alguns médicos recomendam cauterizar, outros apenas fazem controles. Se existir corrimento tipo clara de ovo ou corrimento de repetição é aconselhável realizar a cauterização.

O HPV pode causar câncer de boca?

A maioria dos casos de câncer de boca é causada pelo fumo e consumo de bebidas em grandes quantidades. Recentemente, pesquisadores americanos revelaram que alguns casos de câncer de boca podem estar relacionados ao HPV 16, o mesmo tipo que causa o câncer do colo do útero, sendo o vírus transmitido através do sexo oral. Mas, as pessoas não devem entrar em pânico com esta descoberta, pois o câncer na boca é raro e ter realizado sexo oral com parceiro infectado pelo HPV não quer dizer que irá se desenvolver câncer. Para que isto ocorra devem existir vários fatores associados além da infecção pelo HPV , como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e predisposição genética.
Vamos ficar atentas a essa doença que senao diagnosticada a tempo pode levar a morte!
Abraços
Euselene

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Saúde da Mulher

Vamos abranger os mais diversos assuntos sobre a saúde feminina,em todos os seus aspectos fisicos e possíveis tratamentos.